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Dr. Carlos Klebber Canova
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A
unha por si, não tem nenhuma vida, como o cabelo, é na verdade um
verdadeiro dejeto da natureza humana, não tem inervação e nem circulação
sanguínea, representam matéria morta, pois se não têm nervos nem
sangue, não têm vida. Entretanto, onde a unha é produzida, na matriz ou
raiz, aí sim, existe uma vasta e fértil presença de circulação sanguínea,
a presença de células germinativas que formam um batalhão de células
mães
que produzem incessantemente, em várias camadas, a lâmina que se
constitui de lamínulas, em multicamadas, coladas entre si. A
zona germinativa depende exclusivamente da circulação sanguínea para
sua nutrição e performance; os elementos minerais e ácidos aminados
dependem dessa circulação presente e contínua, que fornece esses
elementos constantemente, dia a dia, segundo a segundo. Um exemplo muito
interessante e que se a unha crescesse um centímetro em um dia, não
haveria como suportar a dor do deslize sobre o leito no seu arrasto,
haveria naturalmente rompimentos e lacerações com destruição dos
terminais nervosos e conseqüente dor. Portanto, a lenta produção
do material germinativo da unha determina um arrasto muito lento sobre o
leito que, por essa razão, se torna absolutamente indolor. |
Nas
laterais da lâmina a unha vai também escorregando, mas na verdade existe
uma densa formação de material considerado protetivo ocluindo
perfeitamente no término lateral da curvatura da unha, é uma verdadeira
corrediça em forma de “U”, na qual a unha se aloja e escorrega, e
protege consistentemente na penetração de líquidos. Apesar
desses anexos e da raiz não serem matérias que sejam reconhecidas como a
lâmina da unha, também têm preferências de fungos e estafilococus. Os
fungos são preferivelmente as leveduras e, principalmente, da família
das Cândidas. Essas afecções são chamadas de paroníquias (Para = ao
lado de, níquia = unha). Logo
após a raiz, se nota uma zona em forma de meia lua, visualizando
na proximidade da raiz; essa meia lua é uma extensão terminal da
raiz germinativa e forma uma camada de células que preparam o acabamento
da face colabada ao leito ungueal. E essa região é a que dá o
acabamento de toda a unha na sua superfície externa e no colabamento e
escorregamento na sua face inferior da lâmina. Na família das Cândidas
existem três espécies que têm preferência dos anexos da unha: Cândida
tropicalis, Cândida paronichia e Cândida immitis. |